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09Mar

Otimizar o fluxo de trabalho e a segurança em salas de cirurgia, UCIs e unidades de cuidados intensivos para melhorar os cuidados prestados aos doentes

9 de Março, 2026 tedisel Áreas críticas, Equipamento hospitalar, Salas de Operação, Tecnologia hospitalar

Os hospitais e centros de saúde enfrentam atualmente um dos maiores desafios da sua história: o aumento constante de doentes, a crescente complexidade dos procedimentos clínicos e a escassez de profissionais de saúde. Esta situação exige maior coordenação, comunicação e eficiência operacional, especialmente em áreas de elevada complexidade, como os blocos operatórios, as Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e as enfermarias de cuidados críticos.

Neste contexto, empresas de tecnologia de saúde como a Tediselmedical desenvolveram soluções digitais avançadas baseadas na interligação de dispositivos, software e sistemas hospitalares. Estas soluções tecnológicas permitem a gestão do fluxo de doentes em tempo real, a otimização de recursos e a melhoria da segurança clínica, gerando um impacto direto na qualidade dos cuidados.

Este artigo analisa em profundidade como a digitalização e a gestão inteligente do fluxo de trabalho estão a transformar o ambiente hospitalar, trazendo benefícios tangíveis para os doentes, profissionais de saúde e organizações.

 

 

A importância da gestão do fluxo de doentes nos hospitais

A gestão do fluxo de doentes é um processo estratégico que engloba a coordenação de pessoas, recursos, informação e tempo dentro do hospital. Em áreas críticas, qualquer atraso ou erro pode ter um impacto direto na segurança do doente e nos resultados clínicos.

Entre os principais desafios estão:

  • Sobrecarga do sistema de saúde
  • Falta de visibilidade do processo em tempo real
  • Interrupções frequentes no fluxo de trabalho
  • Ineficiência na utilização dos recursos
  • Riscos de segurança e higiene
  • Problemas de comunicação entre equipas

A digitalização permite-nos enfrentar estes desafios através de sistemas interligados que fornecem dados em tempo real e automatizam os processos.

 

Otimizar o fluxo de trabalho e a segurança em salas de cirurgia, UCIs e unidades de cuidados intensivos para melhorar os cuidados prestados aos doentes

 

 

Ecossistemas digitais para salas de cirurgia, UCIs e unidades de cuidados intensivos

Um ecossistema hospitalar digital consiste na integração de dispositivos médicos, infraestruturas técnicas e Software HERMES numa única plataforma que liga informações e operações.

Esta abordagem permite:

  • Controlo centralizado de equipamentos e recursos
  • Comunicação em tempo real entre profissionais
  • Monitorização contínua de pacientes e processos
  • Automatização de tarefas operacionais
  • Rastreabilidade clínica melhorada

Em salas de cirurgia e UCIs, onde a precisão e o tempo são cruciais, esta integração reduz a variabilidade e melhora a coordenação da equipa de saúde.

 

Interligação horizontal e vertical
A interligação é o elemento-chave que permite o funcionamento eficiente do ecossistema digital.

Interligação horizontal

Isto refere-se à ligação entre dispositivos centrados no paciente dentro da mesma sala. Exemplos:

  • monitores de sinais vitais
  • Unidades de abastecimento de telhados
  • Sistemas de iluminação cirúrgica
  • Equipamento de anestesia
  • Bombas de infusão

Esta integração facilita o acesso imediato à informação e permite a sincronização de dispositivos.

Interligação vertical

Este refere-se à ligação entre dispositivos e sistemas de informação hospitalares. Isto possibilita:

  • Registo automático de dados clínicos
  • Controlo ambiental do ambiente (temperatura, humidade, iluminação)
  • Gestão de alarmes e notificações
  • Integração com o planeamento cirúrgico
  • Otimizar a utilização de recursos

Numa sala de operações moderna, as unidades de fornecimento de ar no teto podem incorporar software que controla os travões, a iluminação circadiana e as funções específicas do equipamento, integrando-se no sistema de informação do hospital para gerir os parâmetros ambientais e operacionais.

 

 

Benefícios da gestão digital do fluxo de doentes

  1. Maior eficiência departamental
    A automatização e a visibilidade em tempo real permitem reduzir o tempo de inatividade e otimizar o agendamento cirúrgico, melhorando a produtividade hospitalar.
  2. Poupando tempo de trabalho
    Os sistemas digitais eliminam tarefas manuais repetitivas, reduzindo os movimentos desnecessários dentro da sala e libertando tempo para os cuidados clínicos.
  3. Redução de erros
    A integração de dispositivos e o registo automático de dados reduzem o erro humano, especialmente em ambientes críticos onde a precisão é essencial.
  4. Otimização do fluxo de trabalho
    Os processos normalizados e a comunicação centralizada permitem uma melhor coordenação entre equipas multidisciplinares.
  5. Maior segurança e higiene
    A rastreabilidade dos equipamentos e a monitorização dos procedimentos contribuem para o cumprimento dos protocolos de segurança e controlo de infeções.
  6. Melhoria da experiência do doente
    Um atendimento mais rápido, coordenado e seguro impacta diretamente a satisfação do doente e resulta em melhores resultados clínicos.

 

 

Impacto nos profissionais de saúde

A transformação digital beneficia não só o doente, mas também a equipa de saúde.

  1. Redução do stress relacionado com o trabalho
    A automatização e a visibilidade dos processos reduzem a incerteza e a carga cognitiva da equipa.
  2. Comunicação melhorada
    Os sistemas integrados facilitam a coordenação entre anestesistas, cirurgiões, equipa de enfermagem e equipa técnica.
  3. Maior segurança no trabalho
    A monitorização e o controlo centralizado permitem a deteção de riscos e a tomada de medidas rápidas.
  4. Facilitar o trabalho clínico
    O acesso imediato a dados relevantes melhora a tomada de decisões e a eficiência dos cuidados de saúde.

 

 

 

Impacto na gestão hospitalar

Do ponto de vista organizacional, a digitalização do fluxo de doentes oferece vantagens estratégicas:

  • Desempenho operacional melhorado
  • Otimizar a utilização de recursos
  • Redução dos custos operacionais
  • Maior capacidade de planeamento
  • Melhoria da qualidade dos cuidados
  • Indicadores de segurança melhorados

Isto posiciona o hospital num ambiente competitivo e prepara-o para atender às futuras exigências da área da saúde.

 

 

Controlo ambiental inteligente em salas críticas

O ambiente físico da sala de operações e da UCI é crucial para a segurança do doente e para o sucesso do procedimento.

Os sistemas digitais permitem o controlo de:

  • Temperatura
  • Umidade
  • pressão diferencial
  • Raio
  • Qualidade do ar

Este controlo automatizado melhora a prevenção de infeções e a estabilidade clínica do doente.

 

 

Redução de interrupções em áreas críticas

As interrupções na sala de operações ou na UCI podem levar a erros e atrasos. Os sistemas digitais reduzem estas interrupções ao:

  • Notificações automatizadas
  • Painéis de informação em tempo real
  • Comunicação centralizada
  • Automatização de pedidos de recursos
  • Integração com a logística hospitalar

Isto promove a continuidade do fluxo de trabalho e a segurança do doente.

 

 

Transformar a sala de operações numa sala de operações inteligente.

O conceito de uma sala de operações inteligente integra tecnologia, conectividade e automação para criar um ambiente altamente eficiente.

Principais características:

  • Integração completa de dispositivos médicos
  • Controlo centralizado do ambiente
  • Registo automático de dados
  • Monitorização ambiental
  • Comunicação audiovisual avançada
  • Apoio à decisão

Este modelo melhora a precisão cirúrgica, reduz o tempo e otimiza a experiência da equipa clínica.

 

 

Importância da integração simples e escalável

Um dos fatores críticos para a adoção de tecnologia é a facilidade de integração com as infraestruturas existentes.

As soluções modernas devem oferecer:

  • Compatibilidade com sistemas hospitalares
  • Arquitetura escalável
  • Personalização de acordo com as necessidades
  • Segurança de dados
  • Atualizações contínuas
  • Interoperabilidade entre dispositivos

A capacidade de integração garante um impacto duradouro e sustentável na área da saúde.

 

 

O futuro da gestão do fluxo de doentes

A evolução tecnológica continuará a transformar o ambiente hospitalar através de:

  • A inteligência artificial aplicada ao planeamento cirúrgico
  • Análise preditiva do fluxo de doentes
  • Automação logística hospitalar
  • Monitorização remota avançada

Estas inovações permitirão a criação de hospitais mais eficientes, seguros e centrados no doente.

A otimização do fluxo de trabalho e da segurança em salas de cirurgia, UCIs e unidades de cuidados intensivos é uma prioridade estratégica para os hospitais modernos. A implementação de ecossistemas digitais interligados melhora a coordenação, reduz os erros e aumenta a eficiência operacional.

 

A integração horizontal e vertical de dispositivos, juntamente com o controlo ambiental inteligente e a automatização de processos, transforma o ambiente clínico num sistema mais seguro e eficiente. Esta mudança beneficia não só o doente, mas também a equipa de saúde e a administração hospitalar.

A digitalização do fluxo de doentes deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para enfrentar os desafios atuais do setor da saúde e garantir cuidados de elevada qualidade em ambientes críticos.

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20Jan

O ecossistema digital na UCI, na sala de operações e no hospital: o presente e o futuro da saúde conectada

20 de Janeiro, 2026 tedisel Áreas críticas, Equipamento hospitalar, Tecnologia hospitalar

A transformação digital no setor da saúde já não é uma promessa para o futuro, mas uma realidade imprescindível. Em ambientes críticos como a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), a sala de operações e o hospital em geral, a digitalização tornou-se um fator-chave para melhorar a segurança do paciente, otimizar os fluxos de trabalho clínicos e facilitar uma tomada de decisão mais rápida e baseada em dados.

Na Tedisel Medical, entendemos o hospital como um ecossistema digital integrado, onde a tecnologia, os profissionais de saúde e os pacientes estão conectados de forma segura, eficiente e confiável. Este artigo explora como esse ecossistema digital é construído nos ambientes mais exigentes do hospital e quais os benefícios que traz para a prática clínica diária.

 

Um ecossistema digital hospitalar é o conjunto de sistemas, dispositivos, infraestruturas e aplicações que permitem a captura, integração, visualização e gestão de informações clínicas em tempo real

 

 

O que entendemos por ecossistema digital hospitalar?

Um ecossistema digital hospitalar é o conjunto de sistemas, dispositivos, infraestruturas e aplicações que permitem a captura, integração, visualização e gestão de informações clínicas em tempo real. Não se trata apenas de dispor de equipamentos médicos avançados, mas de conseguir que todos eles comuniquem entre si e com os sistemas de informação do hospital.

Este ecossistema assenta em vários pilares fundamentais:

  • Conectividade segura e padronizada.
  • Integração de dispositivos médicos.
  • Sistemas de informação clínica interoperáveis.
  • Visualização centralizada de dados.
  • Cibersegurança e proteção da informação.
  • Experiência do utilizador adaptada ao ambiente clínico.

 

Em áreas como a UCI e a sala de operações, onde cada segundo conta, a maturidade deste ecossistema marca a diferença entre uma assistência reativa e uma assistência proativa.

 

A Unidade de Cuidados Intensivos é, provavelmente, o ambiente hospitalar onde a digitalização agrega mais valor

 

 

 

A UCI como núcleo do ecossistema digital

A Unidade de Cuidados Intensivos é, provavelmente, o ambiente hospitalar onde a digitalização agrega mais valor. Os pacientes críticos geram uma enorme quantidade de dados e : constantes vitais, parâmetros respiratórios, infusão de medicamentos, imagens, resultados laboratoriais e anotações clínicas.

Integração de dispositivos médicos

Monitores multiparamétricos, ventiladores, bombas de infusão e sistemas de diálise produzem informações contínuas. Um ecossistema digital eficaz permite que esses dispositivos se integrem automaticamente ao sistema de informação clínica, evitando transcrições manuais e reduzindo erros.

Monitorização centralizada e em tempo real

As estações centrais de monitorização e os sistemas de visualização clínica permitem que os profissionais de saúde tenham uma visão global do estado dos pacientes, mesmo a partir de locais remotos dentro do hospital. Isso facilita a deteção precoce de eventos adversos e melhora a capacidade de resposta.

Apoio à tomada de decisões clínicas

A agregação de dados em tempo real, combinada com sistemas de alarmes inteligentes e análises avançadas, ajuda a priorizar os cuidados e a reduzir a fadiga por alarmes, um dos grandes desafios atuais nas UTIs.

 

 

 

A sala de cirurgia digital: precisão, eficiência e segurança

A sala de cirurgia moderna evoluiu para um ambiente altamente tecnológico, onde a integração digital é essencial para garantir procedimentos seguros e eficientes.

Integração audiovisual e de dados

Numa sala de cirurgia digital, as imagens provenientes de equipamentos de diagnóstico, endoscopia ou navegação cirúrgica são visualizadas de forma integrada em monitores médicos de alta resolução. Isto permite à equipa cirúrgica aceder a todas as informações relevantes sem perder o foco no paciente.

Ergonomia e fluxo de trabalho

A disposição correta de monitores, braços articulados e sistemas de controlo contribui para melhorar a ergonomia do pessoal de saúde e otimizar os tempos cirúrgicos. Um ecossistema digital bem concebido reduz as interrupções e facilita a coordenação entre profissionais.

Registo automático e rastreabilidade

A digitalização da sala de cirurgia permite registar automaticamente os dados do procedimento, tempos, equipamentos utilizados e parâmetros clínicos, melhorando a rastreabilidade, a qualidade dos cuidados e o cumprimento das normas.

 

 

 

 

O hospital conectado: além das áreas críticas

Embora a UCI e a sala de cirurgia sejam ambientes essenciais, o ecossistema digital deve se estender a todo o hospital para oferecer um atendimento verdadeiramente integrado.

Interoperabilidade entre sistemas

A comunicação fluida entre sistemas de informação hospitalar (HIS), prontuários eletrônicos (HCE), sistemas de laboratório e radiologia é fundamental para evitar silos de informação.

Mobilidade clínica

O acesso seguro às informações clínicas a partir de dispositivos móveis ou estações distribuídas permite que os profissionais de saúde consultem dados relevantes em qualquer ponto do hospital, melhorando a continuidade dos cuidados.

Experiência do paciente

A digitalização também tem um impacto direto no paciente, facilitando processos mais ágeis, uma melhor comunicação e um atendimento mais personalizado.

 

 

 

Infraestrutura tecnológica: a base do ecossistema

Um ecossistema digital fiável requer uma infraestrutura robusta, concebida especificamente para ambientes de saúde.

Monitores e soluções médicas certificadas

O uso de monitores médicos certificados, com alta qualidade de imagem e design higiênico, é essencial para garantir a segurança do paciente e o cumprimento das normas sanitárias.

Redes e conectividade

A transmissão de dados críticos exige redes estáveis, seguras e com baixa latência. A redundância e a alta disponibilidade são requisitos em ambientes clínicos.

Cibersegurança

A proteção dos dados clínicos é uma prioridade absoluta. O ecossistema digital deve incorporar medidas de cibersegurança desde a sua conceção, garantindo a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações.

 

 

 

Benefícios do ecossistema digital hospitalar

A implementação de um ecossistema digital integrado traz benefícios claros e mensuráveis:

  • Melhoria da segurança do paciente.
  • Redução de erros clínicos.
  • Maior eficiência operacional.
  • Otimização dos fluxos de trabalho.
  • Melhor experiência para profissionais e pacientes.
  • Apoio à inovação e à medicina baseada em dados.

 

 

 

 

O papel da Tedisel Medical na saúde digital

Na Tedisel Medical, trabalhamos para acompanhar hospitais e centros de saúde no seu processo de transformação digital. As nossas soluções são concebidas para se integrarem de forma natural no ecossistema clínico, proporcionando fiabilidade, qualidade e facilidade de utilização em ambientes críticos, como a UCI e o bloco operatório.

Acreditamos numa tecnologia que acrescenta valor clínico, que se adapta às necessidades reais dos profissionais de saúde e que contribui para uma assistência mais segura e eficiente.

O ecossistema digital na UCI, na sala de operações e no hospital em geral já é um elemento essencial da saúde moderna. A integração de dispositivos, a visualização inteligente de informações e uma infraestrutura tecnológica sólida permitem responder aos desafios atuais e futuros do sistema de saúde.

 

Invertir en un ecosistema digital no es solo una decisión tecnológica, sino una apuesta estratégica por la calidad asistencial, la seguridad del paciente y la sostenibilidad del hospital. En este camino, la experiencia y la especialización marcan la diferencia.

 

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26Jun

O impacto das novas tecnologias no sector da saúde

26 de Junho, 2025 tedisel Tecnologia hospitalar

A inserção e o impacto das tecnologias emergentes transformaram vários sectores, sendo o sector da saúde um dos mais beneficiados nos últimos anos. Estas inovações incluem a realidade aumentada (RA) e a realidade virtual (RV), que são frequentemente integradas no que é conhecido como realidade mista ou realidade híbrida. Esta fusão tecnológica está a revolucionar a educação médica, o planeamento cirúrgico e a assistência em intervenções complexas.

A RA e a RV permitem aos profissionais de saúde e aos estudantes de medicina mergulharem em ambientes clínicos simulados, facilitando a aprendizagem prática e a aquisição de competências em condições realistas e seguras. No contexto cirúrgico, estas ferramentas são especialmente valiosas para o planeamento de procedimentos complexos: a utilização de modelos virtuais permite que as cirurgias sejam ensaiadas antes de serem realizadas no doente real. Um bom exemplo é a criação de gémeos digitais ou gémeos virtuais de estruturas anatómicas, como tumores e o seu ambiente, que podem depois ser impressos em 3D. Isto proporciona ao cirurgião uma representação exacta do cenário cirúrgico, permitindo-lhe antecipar e abordar a intervenção com maior segurança e controlo.

Este processo de digitalização é complementado por outros avanços importantes, como a robótica, a inteligência artificial (IA), a nanotecnologia e outras ferramentas emergentes que estão a redefinir a medicina do século XXI.  

 

A realidade aumentada (RA), a realidade virtual (RV) e a realidade alargada (RX) oferecem inúmeras possibilidades e soluções na medicina: desde a formação de novos médicos e profissionais com simuladores e enciclopédias imersivas, programas para sensibilizar os doentes antes de uma operação, até uma maior precisão nas intervenções cirúrgicas graças à robótica e aos ambientes virtuais.

 

O impacto das novas tecnologias no sector da saúde. A realidade aumentada (RA), a realidade virtual (RV) e a realidade alargada (RX) oferecem inúmeras possibilidades e soluções na medicina.

 

 

 

O potencial da realidade aumentada na medicina moderna

A realidade aumentada consiste na sobreposição de elementos digitais – como imagens, gráficos ou dados – ao ambiente físico real, enriquecendo a perceção do mundo que nos rodeia sem o substituir. Ao contrário da realidade virtual, na RA o utilizador mantém um contacto direto com o ambiente real, ao qual é acrescentada informação complementar gerada por computador.

Esta tecnologia é implementada através de dispositivos como smartphones, tablets ou óculos inteligentes, e permite a interação com elementos digitais de uma forma intuitiva e imersiva. O seu potencial nos cuidados de saúde é vasto e continua a crescer rapidamente.

 

Alguns exemplos notáveis da sua aplicação no domínio da saúde são:

 

  • Assistência em situações de emergência

    Aplicações que mostram, em tempo real, a localização de desfibrilhadores automáticos externos (DEA) no ambiente imediato, permitindo uma resposta mais rápida a uma paragem cardíaca.

 

  • Melhoria da recolha de sangue

    Utilizando scanners portáteis, uma imagem precisa do sistema venoso é projectada na pele do doente, facilitando o acesso venoso por parte do pessoal de saúde e reduzindo erros ou tentativas falhadas.

 

  • Apoio à intervenção cirúrgica

    O software de RA oferece aos cirurgiões uma “visão aumentada” do corpo humano, integrando imagens melhoradas (como tomografias ou ressonâncias magnéticas) diretamente no seu campo de visão, permitindo-lhes operar com maior precisão e segurança, como se tivessem “visão de raios X”.

 

A RA representa um avanço no sentido de uma medicina mais visual, interactiva e precisa, melhorando tanto o diagnóstico como os procedimentos clínicos e cirúrgicos.

 

 

 

O papel da realidade virtual na inovação dos cuidados de saúde

Ao contrário da realidade aumentada, a realidade virtual oferece uma experiência totalmente imersiva que isola o utilizador do mundo real. Utilizando óculos especiais que cobrem totalmente o campo visual e, em muitos casos, controladores de movimento, a RV permite ao utilizador entrar em ambientes digitais tridimensionais, interagir com eles e sentir-se presente num mundo simulado.

Nesta experiência, o contacto com o ambiente físico desaparece completamente, o que abre a porta a aplicações terapêuticas, educativas e de reabilitação de grande valor, especialmente no domínio da saúde.

 

 

Alguns exemplos relevantes da sua utilização na medicina incluem:

 

  • Saúde mental

    A realidade virtual é utilizada em terapias de exposição controlada, técnicas de relaxamento, concentração e redução do stress. É especialmente útil no tratamento de fobias, perturbações de stress pós-traumático (PTSD), perturbações de ansiedade ou perturbações do espetro do autismo, uma vez que permite a recriação de ambientes específicos de forma segura e personalizada.

 

  • Terapia da reminiscência para pessoas com doença de Alzheimer

    São criados ambientes virtuais personalizados que transportam o paciente para locais significativos da sua vida, com o objetivo de estimular a memória e promover a ligação emocional, ajudando assim a melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem de demência.

 

  • Reabilitação física

    Através de exercícios e jogos interactivos, a RV é utilizada para ajudar os doentes a recuperar a mobilidade, a coordenação e a força muscular. A gamificação da terapia aumenta a motivação e a adesão ao tratamento.

 

A realidade virtual está a emergir como uma ferramenta poderosa e versátil nos cuidados de saúde, fornecendo soluções inovadoras para o tratamento, a reabilitação e o bem-estar psicológico dos pacientes.

 

 

Casos reais de aplicação das novas tecnologias nos hospitais

Seguem-se alguns exemplos específicos de hospitais em que a Tedisel Medical participou ativamente, promovendo a incorporação de tecnologias inovadoras, tais como painéis técnicos e software.

 

  • Hospital Clínic de Barcelona

    Em 2018, foram realizadas as primeiras experiências com realidade virtual para pacientes submetidos a cirurgia, com o objetivo de reduzir a ansiedade pré-operatória, um sintoma comum em procedimentos eletivos que afeta entre 60% e 76% dos pacientes. Segundo o Dr. António de Lacy, chefe do Serviço de Cirurgia Gastrointestinal e promotor do projeto:

    “A aplicação é um ponto de partida que permitirá que esta tecnologia seja utilizada noutros procedimentos que também geram ansiedade nos doentes.”

    A RV permitiu aos doentes explorar, de forma segura e guiada, ambientes concebidos para acalmar o stress antes da cirurgia.

 

  • Hospital de Bellvitge

    Com o projeto La Casa del Riñón, a realidade virtual foi implementada como uma ferramenta educacional para pacientes com doença renal crónica. Através de experiências imersivas, os doentes podem conhecer e compreender melhor as diferentes opções de tratamento – desde a diálise domiciliária até ao transplante -, o que facilita a tomada de decisões informadas e promove a capacitação dos doentes num contexto de aumento da incidência desta doença.

 

  • Hospital de la Vall d’Hebron

    Em 2018, foi lançado o projeto Smart ICU, destinado a desenvolver Unidades de Cuidados Intensivos inteligentes, equipadas com sistemas avançados de monitorização e diagnóstico. Todos os dados gerados pelos dispositivos são centralizados na plataforma Smart Display, o que facilita a tomada de decisões clínicas e optimiza a gestão do ambiente crítico.Mais recentemente, Vall d’Hebron promoveu a plataforma VHTDades, baseada em inteligência artificial, para gerir de forma segura e eficiente todo o ciclo de vida dos dados clínicos. De acordo com a Dra. Yolima Cossio, diretora de Sistemas de Informação e Apoio à Decisão do hospital:

    “O VHTDades nos permite democratizar o uso de dados em toda a instituição, não só no Hospital, mas também no VHIR e no VHIO. É mais um passo para a consolidação do nosso modelo data-driven, baseado em evidências científicas e análise de dados. Proporciona também uma base sólida para o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial e para a deteção de necessidades clínicas e de investigação.”

 

  • Grupo Hospitalario Quirónsalud

    O Quirónsalud incorporou a realidade virtual nos programas de reabilitação vestibular para tratar pacientes com problemas de vertigem e desequilíbrio. Esta técnica inovadora não só melhora o equilíbrio funcional, como também reduz significativamente os sintomas associados e reforça a confiança do paciente nas suas actividades diárias, oferecendo uma alternativa moderna e eficaz aos métodos tradicionais de reabilitação.

 

 

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07Mar

Tedisel Medical revoluciona o Hospital do Futuro no MWC 2025 Barcelona

7 de Março, 2025 tedisel Equipamento hospitalar, Feiras, Notícias, painéis técnicos, pontes suspensas, Tecnologia hospitalar, unidades de cabeceira

O Mobile World Congress (MWC) 2025 em Barcelona estabeleceu-se como o epicentro global da inovação tecnológica. Dentro deste evento, a área 4YFN continua a ganhar destaque como o espaço chave para impulsionar startups, conectando disruptores de inteligência artificial, investidores visionários e grandes corporações que impulsionam o ecossistema empreendedor.

 

Este ano, a Catalonia Health, a entidade que representa as empresas do sector da biomedicina e da saúde na Catalunha, reforçou o seu compromisso com a inovação, o empreendedorismo e a conetividade para projetar avanços na saúde a nível global.

Mais uma vez, a Catalonia Health participou no MWC, centrando-se na transformação digital da saúde, uma área que ganhou especial relevância graças aos avanços na inteligência artificial, integração de dispositivos e tecnologia médica.

 

“Como parte desta revolução, a Tedisel Medical liderou a transformação dos equipamentos hospitalares com uma experiência imersiva e interactiva. Em colaboração com a Catalonia Health e oito outras empresas líderes no sector da saúde, demonstrámos como a tecnologia está a redefinir o futuro dos hospitais.“

 

Hospital do Futuro MWC 2025: Tedisel Medical liderou a transformação dos equipamentos hospitalares com uma experiência imersiva e interactiva

 

 

 

Um stand interativo para o futuro dos cuidados de saúde

O stand tornou-se um ponto focal no evento, oferecendo uma experiência imersiva e interactiva que permitiu aos visitantes explorar em primeira mão as soluções mais avançadas para o ambiente hospitalar. Através de uma combinação de tecnologia de ponta e de uma apresentação imersiva, demonstrámos como a digitalização e a conetividade estão a revolucionar a eficiência e a qualidade dos cuidados de saúde, tanto a nível nacional como internacional.

 

Hospital do Futuro MWC 2025: Em colaboração com a Catalonia Health e oito outras empresas líderes no sector da saúde, demonstrámos como a tecnologia está a redefinir o futuro dos hospitais.

 

 

Principais inovações em equipamento hospitalar

1. Diamond: Integração avançada de imagens na sala de operações

No MWC 2025, a Tedisel Medical apresentou o Diamond, um sistema inovador de painel de controlo de visualização em vidro concebido para otimizar a gestão do bloco operatório através da integração avançada de tecnologia e conetividade. Este sistema melhora o fluxo de trabalho em ambientes cirúrgicos através de funcionalidades chave como:

  • Integração de imagens e videoconferências em tempo real.
  • Compatibilidade com o software Hermes para uma gestão eficiente.
  • Estação de trabalho centralizada com acesso intuitivo a todas as funções.
  • Otimização inteligente do BO para uma maior eficiência operacional.
  • Visualização 3D com tecnologia de realidade virtual (VR) para um planeamento cirúrgico mais preciso.

 

Com um design modular e altamente configurável, o Diamond adapta-se às necessidades específicas de cada projeto. A sua estrutura em alumínio anodizado garante a máxima durabilidade, enquanto os seus ecrãs de 22“ a 55” com resolução FHD e 4K oferecem uma qualidade de imagem excecional. Além disso, o seu acabamento altamente resistente permite uma limpeza rápida e eficaz, cumprindo as normas de higiene hospitalar mais exigentes.

“Graças à sua combinação de tecnologia, ergonomia e facilidade de utilização, o Diamond posiciona-se como o painel mais versátil e avançado do mercado, redefinindo o futuro do equipamento cirúrgico.“

 

Hospital do Futuro MWC 2025: O stand tornou-se um ponto focal no evento, oferecendo uma experiência imersiva e interactiva que permitiu aos visitantes explorar em primeira mão as soluções mais avançadas para o ambiente hospitalar

 

2. CEILING PENDANT MOTORIZED: A Nova Era da Eficiência Hospitalar

Um dos produtos estrela apresentados no nosso stand foi o apoio de cabeça de serviço mais avançado do mercado, um sistema concebido para otimizar a gestão hospitalar e melhorar a eficiência do ambiente cirúrgico. Este apoio de cabeça faz parte do Ceiling Pendant Motorized, o nosso inovador pendente de teto motorizado com movimento vertical, que revoluciona as operações do bloco operatório ao integrar tecnologia de ponta e um design ergonómico concebido para maximizar a funcionalidade e a segurança do pessoal de saúde.

  • Elevada capacidade de carga, ideal para ambientes exigentes.
  • Integração com software de visualização para controlo dos travões dos braços motorizados.
  • Gestão de alarmes e temporizadores diretamente a partir do posto de trabalho.
  • Servomotor de elevada capacidade, garantindo precisão e segurança nos movimentos.
  • Fácil instalação e manutenção, reduzindo os tempos de paragem.
  • Regulação eletrónica para maior eficiência operacional.
  • Design com linhas geométricas arredondadas, facilitando uma limpeza óptima.
  • Pintura antibacteriana disponível a pedido, melhorando a segurança higiénica.
  • Luzes RGB integradas, proporcionando um ambiente adaptado às necessidades do bloco operatório.

 

“Graças a este nível avançado de automação e ergonomia, o Ceiling Pendant Motorized reduz a margem de erro e optimiza os fluxos de trabalho, permitindo que os profissionais de saúde se concentrem no que é mais importante: os cuidados com os doentes.“

 

3. Cabeceiras hospitalares: A nossa essência e especialidade

O nosso produto mais reconhecido em todo o mundo e aquele que posicionou a nossa empresa onde está atualmente são as cabeceiras hospitalares. São a nossa essência, e estabelecemo-nos como líderes na conceção e fabrico de cabeceiras hospitalares, oferecendo a mais ampla variedade de modelos de acordo com cada projeto. Desde cabeceiras modulares a opções mais arquitectónicas, adaptamo-nos às necessidades específicas de cada ambiente de saúde.

Nesta ocasião, apresentamos o nosso modelo AIS, a cabeceira de design mais versátil do sector da saúde. A sua principal vantagem é a sua grande adaptabilidade, que permite incorporar não só os equipamentos necessários, como saídas de gás, ligações eléctricas e acessórios para o cuidado do paciente, mas também acabamentos arquitectónicos personalizados, como:

  • HPL e revestimentos vinílicos de acordo com o projeto.
  • Desenhos especiais para ambientes pediátricos com vinis decorativos.
  • Grande variedade de cores e acabamentos a pedido.

 

“O objetivo do AIS é integrar-se harmoniosamente na arquitetura do hospital, contribuindo para a criação de um ambiente mais quente e acolhedor. O seu design ajuda a humanizar os espaços hospitalares, transformando um ambiente frio e clínico num local mais agradável, facilitando a recuperação do paciente e melhorando o seu bem-estar durante o internamento.“

 

 

 

Novidades do MWC 2025: IA no centro de tudo

Esta edição do MWC 2025 foi marcada pelo avanço da inteligência artificial (IA) e pela evolução da implementação do 5G em várias aplicações. A robótica foi também um pilar fundamental, com inovações em múltiplos sectores, desde a mobilidade e automação industrial até ao lar e, claro, à saúde.

Um dos principais focos do evento foi o discurso principal, “The Gateway to a New Future ”, em que os líderes globais partilharam a forma como o Open Gateway está a redefinir o sector das telecomunicações e a acelerar a transformação digital em várias áreas, incluindo o sector hospitalar.

 

 

 

Tedisel Medical: Liderar o futuro do equipamento hospitalar

Com um historial comprovado em inovação e tecnologia hospitalar, a Tedisel Medical continua a liderar o caminho para o hospital do futuro, oferecendo soluções mais eficientes, seguras e digitalizadas. A sua participação no MWC 2025 Barcelona reafirmou o seu compromisso com a excelência e a transformação do sector da saúde, consolidando a sua posição como uma referência no desenvolvimento de infra-estruturas médicas avançadas.

“A evolução dos cuidados de saúde já é uma realidade e a Tedisel Medical é protagonista desta mudança. Vemo-nos no futuro da saúde digital!“

 

 

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18Dez

As implicações da Inteligência Artificial no fabrico de equipamento médico

18 de Dezembro, 2024 tedisel Equipamento hospitalar, Hospitais, Tecnologia hospitalar

A inteligência artificial (IA) transformou quase completamente muitas áreas do sector da saúde, e o fabrico de equipamento médico não é exceção.

 

Com avanços que vão desde a conceção de dispositivos até à otimização dos processos de produção, a IA está a impulsionar um salto em termos de qualidade, eficiência e personalização da tecnologia de cuidados de saúde em equipamento hospitalar.

 

Mas o que significa na prática a aplicação da Inteligência Artificial no fabrico de equipamento médico?

 

 

A inteligência artificial (IA) transformou quase completamente muitas áreas do sector da saúde, e o fabrico de equipamento médico não é exceção

 

 

Conceção optimizada dos dispositivos

A IA ajuda a conceber dispositivos médicos com uma precisão sem precedentes. As ferramentas de aprendizagem automática podem analisar grandes quantidades de dados clínicos e biomecânicos para criar concepções personalizadas que satisfaçam as necessidades específicas dos doentes. 

Por exemplo, os algoritmos podem identificar padrões em dados de imagiologia médica, como radiografias ou tomografias computorizadas, para gerar próteses que reproduzam fielmente a anatomia do doente.

Além disso, a IA pode prever o desempenho dos dispositivos antes de estes serem fabricados através de simulações virtuais.

 

 

Fabrico aditivo, personalização e processos automatizados

O fabrico aditivo, como a impressão 3D, beneficiou claramente da IA. Os parâmetros de impressão, como a temperatura, a velocidade e os materiais, são optimizados para garantir resultados consistentes e de alta qualidade. 

A IA também modifica as linhas de produção através da automatização inteligente. Os robôs guiados por IA são capazes de montar dispositivos médicos com precisão micrométrica, sem permitir erros humanos. 

Além disso, os sistemas baseados em IA podem prever a manutenção necessária nas máquinas de produção, com base na análise de dados em tempo real e em modelos de aprendizagem automática que detectam o desgaste antes de se tornar um problema crítico.

 

 

Vantagens da IA no fabrico de equipamento médico

A IA melhora a eficiência ao otimizar todas as fases do fabrico, desde a conceção à produção e distribuição. Isto significa custos mais baixos e uma redução do tempo de colocação no mercado de novos dispositivos médicos. 

 

“Além disso, a sua capacidade de analisar dados com precisão ajuda a identificar defeitos nos produtos muito antes de estes chegarem ao mercado. Isto significa que os fabricantes podem agora oferecer dispositivos médicos personalizados à escala“

 

 

 

Exemplos práticos no sector da saúde

Os avanços notáveis incluem robôs cirúrgicos que realizam procedimentos com elevada precisão, dispositivos vestíveis para monitorizar a saúde cardiovascular e glucómetros inteligentes que facilitam a gestão de doenças crónicas como a diabetes. 

Destacam-se também tecnologias inovadoras como os gémeos digitais, que simulam tratamentos com base em dados personalizados, e os dispositivos de rastreio do sono, que melhoram o descanso e a recuperação de doentes e atletas.

 

Vantagens da IA no fabrico de equipamento médico. Os avanços notáveis incluem robôs cirúrgicos que realizam procedimentos com elevada precisão.

 

 

Desafios da IA nos cuidados de saúde

Claro que nem tudo o que reluz é “ouro”. 

Há uma série de questões ou situações que precisam de ser resolvidas. A começar pelo facto de o fabrico de dispositivos médicos ser altamente regulamentado, e a incorporação da IA acrescenta uma camada extra de complexidade. Os fabricantes têm de demonstrar que os seus sistemas baseados em IA são seguros, eficazes e estão em conformidade com os regulamentos aplicáveis. 

Por sua vez, a IA depende de grandes volumes de dados para funcionar bem, o que levanta preocupações sobre a privacidade e a segurança das informações dos pacientes. Para além das medidas rigorosas de proteção destes dados, é necessária a integração com os sistemas existentes, o que nem sempre é simples. 

E, por fim, há uma dependência de talentos especializados que nem sempre são fáceis de recrutar ou encontrar.

 

 

O futuro do binómio IA & equipamento médico

Com o impulso da tecnologia de IA, o seu impacto no equipamento hospitalar deverá crescer e crescer a curto e médio prazo. 

Entre as tendências emergentes que irá influenciar, podemos encontrar:

 

Dispositivos inteligentes e conectados
A integração de sensores e de capacidades de aprendizagem automática nos dispositivos médicos ajudará a monitorizar em tempo real a saúde do doente e a ajustar o desempenho do dispositivo conforme necessário.

 

Simulação melhorada
Os modelos baseados em IA poderão simular com maior exatidão as condições do mundo real, melhorando a conceção e a validação dos dispositivos.

 

 

“A inteligência artificial mudou para sempre o panorama do fabrico de equipamento médico, melhorando a eficiência, a qualidade e a personalização dos dispositivos. “

 

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16Dez

Ambientes de trabalho centrados nos cuidados de saúde: conceber soluções hospitalares para o futuro

16 de Dezembro, 2024 tedisel Equipamento hospitalar, Hospitais, Tecnologia hospitalar

Num ambiente em constante mudança, onde as exigências dos cuidados de saúde estão a evoluir rapidamente, a conceção de espaços de trabalho funcionais, seguros e versáteis é uma componente essencial para garantir a excelência do serviço.

 

Uma conceção cuidada e bem estruturada não só optimiza a eficiência e a produtividade do pessoal de saúde, como também melhora os resultados clínicos e assegura uma experiência mais segura e satisfatória para os pacientes.


Ambientes de trabalho centrados nos cuidados de saúde: conceber soluções hospitalares para o futuro

 

 

A importância do planeamento estratégico e da conceção nos hospitais

A arquitetura hospitalar e o planeamento estratégico são fundamentais para garantir operações eficientes e sustentáveis ao longo do tempo. A conceção de hospitais com visão de futuro não só melhora os fluxos de trabalho diários, como também permite uma integração ágil de novas tecnologias e adapta-se às crescentes exigências do sector dos cuidados de saúde.

Todos os elementos, desde a organização do espaço até à colocação estratégica do equipamento médico, têm um impacto direto na otimização dos processos internos. Estas decisões de conceção não só simplificam as actividades diárias, como também minimizam a carga operacional do pessoal, melhorando o seu desempenho e promovendo um ambiente de trabalho mais funcional e seguro.

 

“Um planeamento eficaz não só responde às necessidades de hoje, como antecipa os desafios de amanhã, lançando as bases para um sistema de saúde mais resistente e adaptável.“

 

A importância do planeamento estratégico e da conceção nos hospitais

 

 

Unidades de abastecimento médico suspensas: garantir a eficiência e a versatilidade

Em áreas críticas de um hospital, tais como blocos operatórios e unidades de cuidados intensivos, as unidades de abastecimento médico de teto, tais como ABITUS, ARES, ATLAS e TOR, desempenham um papel vital na organização, segurança e eficiência do trabalho. Estas soluções suspensas e integradas são concebidas de forma flexível para se adaptarem às necessidades específicas de cada ambiente, optimizando a disposição do espaço.

Para além de melhorar a ergonomia e evitar a desorganização, estas unidades reduzem os riscos associados ao manuseamento de equipamentos e permitem um acesso rápido e ordenado aos materiais necessários. Com estas inovações, os profissionais de saúde podem concentrar-se na prestação de cuidados de qualidade sem distracções desnecessárias.

 



Hospital HC Miraflores

 

 

Prevenção e controlo de infecções: Uma prioridade não negociável

O controlo das infecções adquiridas no hospital, conhecidas como infecções nosocomiais, é um dos maiores desafios dos cuidados de saúde modernos. Estas infecções representam riscos significativos para a saúde dos doentes e para os custos de funcionamento dos hospitais, além de aumentarem a carga de cuidados para o pessoal de saúde.

Para resolver este problema, é essencial implementar estratégias robustas de higiene e prevenção que incluam protocolos rigorosos e a utilização de tecnologias avançadas concebidas para minimizar a propagação de agentes patogénicos. Esta abordagem proactiva não só reforça a segurança em todas as áreas do hospital, como também protege a saúde dos doentes e do pessoal.

 

 

 

Serviços integrados que criam valor

O nosso compromisso vai para além do fabrico de produtos de qualidade; oferecemos uma abordagem abrangente que procura melhorar cada investimento hospitalar. Fornecemos apoio técnico especializado, consultoria personalizada e formação contínua para manter o equipamento médico a funcionar com o máximo desempenho.

Esta abordagem não só prolonga a vida útil dos dispositivos, como também assegura um tempo de atividade consistente, reduzindo o tempo de inatividade e maximizando o desempenho geral do hospital. Com as nossas soluções, garantimos que os profissionais podem concentrar-se no que realmente importa: salvar vidas.

 




Hospital Materno Infantil Quirónsalud de Sevilla

 

 

Projetar o futuro dos cuidados de saúde

A criação de ambientes hospitalares centrados nos cuidados de saúde envolve muito mais do que infra-estruturas; é uma combinação de design inteligente, inovação tecnológica e formação contínua. Ao fornecer soluções que optimizam a funcionalidade, aumentam a segurança e garantem a sustentabilidade, estamos a ajudar a construir hospitais preparados para os desafios do futuro.

 

“ao combinar planeamento estratégico, sistemas médicos avançados, controlo rigoroso de infecções e serviços de formação e apoio, estamos a estabelecer novos padrões nos cuidados de saúde, com uma abordagem que coloca os doentes e o pessoal em primeiro lugar.“

 

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26Nov

Otimizar a interoperabilidade dos dispositivos médicos em unidades de cuidados intensivos: a chave para reduzir o stress no local de trabalho médico

26 de Novembro, 2024 tedisel Áreas críticas, Equipamento hospitalar, Tecnologia hospitalar

87% dos profissionais médicos afirmam que as tarefas administrativas são uma das principais fontes de stress no local de trabalho. Este desafio sublinha a necessidade de implementar soluções que melhorem a eficiência do fluxo de trabalho, especialmente em áreas críticas como as Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). A interoperabilidade dos dispositivos médicos e a adoção de documentação eletrónica são apresentadas como ferramentas essenciais para reduzir os encargos administrativos, permitindo que as equipas de cuidados de saúde se concentrem no que realmente importa: os cuidados aos doentes.

 

Lições da pandemia

A pandemia de COVID-19 pôs em evidência a necessidade de um sistema de saúde robusto que possa contar com a tecnologia para otimizar a gestão da informação. Este desafio global actuou como um catalisador para a implementação acelerada de ferramentas tecnológicas, marcando um ponto de viragem na transformação digital dos cuidados de saúde.

“Prevemos um futuro em que a interoperabilidade aumenta a capacidade das equipas médicas para prestarem cuidados personalizados em ambientes críticos.”

Os dispositivos médicos serão interligados, formando redes seguras e fiáveis que permitirão novas aplicações clínicas. Estas novas aplicações clínicas incluem sistemas de apoio à decisão, monitorização remota e automatização de processos, elementos críticos para cuidados mais eficientes e precisos. Com as nossas soluções integradas e a nossa experiência, estamos a liderar esta mudança nos Cuidados Críticos e nas Unidades de Cuidados Intensivos.

 

Prevemos um futuro em que a interoperabilidade aumenta a capacidade das equipas médicas para prestarem cuidados personalizados em ambientes críticos

 

 

O que é interoperabilidade?

A interoperabilidade refere-se à capacidade de os dispositivos e sistemas médicos partilharem e trocarem dados de forma contínua, automatizada e segura numa rede tecnológica normalizada. Esta funcionalidade permite que a informação seja processada de forma eficiente, contribuindo diretamente para a melhoria dos cuidados de saúde.

Benefícios da interoperabilidade

1. Melhoria dos resultados clínicos
A interoperabilidade ajuda a prevenir eventos adversos, ao potenciar as capacidades humanas com tecnologias inteligentes. Isto permite cuidados mais imediatos, personalizados e exactos, minimizando significativamente a margem de erro humano.

2. Otimizar os fluxos de trabalho
Ao eliminar as ineficiências, a interoperabilidade reduz o risco de erros e o desgaste do pessoal. Automatiza tarefas como a introdução de dados ou a programação de dispositivos e facilita o acesso remoto à informação em formatos integrados. Esta acessibilidade acelera a tomada de decisões em tempo real, melhorando a qualidade dos cuidados.

3. Preparar-se para um futuro flexível
As plataformas para dispositivos médicos conectados que são escaláveis, modulares, seguras e baseadas em normas abertas são essenciais. Estas caraterísticas garantem que os sistemas se podem adaptar dinamicamente às necessidades em evolução do sector dos cuidados de saúde.

4. Documentação clínica automatizada
A interoperabilidade também reforça a gestão dos dados clínicos através da automatização dos registos electrónicos.

 

Isto não só acelera o acesso a informações cruciais, como também reduz os erros que poderiam comprometer a segurança dos doentes, garantindo cuidados mais fiáveis e precisos.

 

A interoperabilidade refere-se à capacidade de os dispositivos e sistemas médicos partilharem e trocarem dados de forma contínua, automatizada e segura numa rede tecnológica normalizada

 

 

Soluções avançadas Tedisel

Na Tedisel Medical, oferecemos a solução de software Hermes, totalmente adaptável aos nossos painéis técnicos Diamond e QPanel. Esta ferramenta facilita a integração de dados electrónicos fiáveis sobre terapias, pacientes e dispositivos médicos nos sistemas de informação hospitalares. Garante também que estes dados estão disponíveis no ponto de atendimento, melhorando a tomada de decisões clínicas de forma ágil e precisa.

 

Principais benefícios

  •  Redução de erros
    A automatização da documentação minimiza os erros e liberta o pessoal de saúde de tarefas administrativas entediantes.
  • Melhoria dos cuidados prestados aos doentes
    Dados abrangentes e altamente fiáveis estão na ponta dos dedos dos profissionais no ponto crítico dos cuidados.

Segurança em ambientes críticos: uma prioridade essencial

Em áreas críticas, a proteção dos dispositivos de terapia e monitorização contra o acesso não autorizado e a adulteração é essencial. Estamos empenhados em garantir uma continuidade de cuidados segura, ao mesmo tempo que protegemos os activos e dados sensíveis dos hospitais e dos doentes, em conformidade com os regulamentos aplicáveis.

Medidas integradas de cibersegurança

  • Proteção robusta em dispositivos, sistemas e durante o intercâmbio de dados.
  • Controlo de acesso restrito a utilizadores autorizados para garantir a privacidade e a segurança das informações.
  • Segurança garantida durante a vida útil dos nossos produtos, proporcionando confiança a longo prazo.

 



Centro de Salud CMA Granollers

 

 

Caso de estudo: Inovação nos cuidados intensivos

A interoperabilidade é um pilar estratégico nos sistemas de saúde modernos. Os decisores dos sectores público e privado têm de adotar esta tecnologia para se manterem na vanguarda da gestão de dados e da qualidade dos cuidados.

Um exemplo proeminente é o Hospital Universitário Virgen del Rocio, que implementou o sistema ehCOS SmartICU nas suas unidades de cuidados intensivos. Este sistema permite automatizar a captura de dados dos dispositivos médicos ligados aos pacientes, integrando-os diretamente no registo médico eletrónico e noutros sistemas hospitalares. Esta abordagem transformou a qualidade dos cuidados dos pacientes críticos, demonstrando o impacto positivo da interoperabilidade nos cuidados de saúde.

 

 

A importância da documentação eletrónica automatizada

A integração dos registos clínicos electrónicos permite um acesso rápido a informações precisas, reduzindo os erros e melhorando a segurança dos doentes. Também garante a disponibilidade de dados no local de prestação de cuidados para apoiar a tomada de decisões clínicas.

Vantagens da documentação eletrónica

  • Redução do risco de erros através da automatização dos registos.
  • Maior concentração nos doentes através da redução das tarefas administrativas.
  • Acesso a dados médicos fiáveis e abrangentes em tempo real.

Segurança em ambientes críticos

Nos cuidados intensivos, a proteção de dispositivos e dados é essencial. Assegure a continuidade dos cuidados, protegendo simultaneamente os activos e dados sensíveis dos hospitais e dos doentes. Implementar medidas robustas de cibersegurança, incluindo:

  • Controlar o acesso a sistemas e dispositivos apenas para utilizadores autorizados.
  • Segurança durante o intercâmbio de dados.
  • Proteção durante todo o ciclo de vida do produto.

 

 

 

Um futuro alimentado pela inteligência artificial

A digitalização está a avançar rapidamente e a interoperabilidade é o próximo passo lógico na gestão de dados. Tecnologias como a inteligência artificial desempenharão um papel fundamental na análise e no processamento de grandes volumes de informação.

No entanto, esta transformação não está isenta de desafios. Requer investimento em infra-estruturas tecnológicas e formação de profissionais para operar os sistemas de forma eficaz.

 

“Um pilar essencial para os cuidados de saúde do futuro: a interoperabilidade é crucial para os sistemas de saúde actuais e futuros. Os líderes do sector, tanto públicos como privados, devem dar prioridade à sua adoção para acompanhar o ritmo da gestão dos dados e garantir cuidados de saúde de qualidade.”

 

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18Nov

Incorporar tecnologias de saúde inovadoras e de qualidade, um desafio obrigatório para o SNS

18 de Novembro, 2024 tedisel Equipamento hospitalar, Notícias, Tecnologia hospitalar

Sistema Nacional de Saúde (SNS). Para fazer face a este desafio, a Federação Espanhola de Empresas de Tecnologias de Saúde, Fenin, colocou em cima da mesa diferentes soluções que ajudam os doentes e os profissionais de saúde a ter acesso rápido às últimas inovações tecnológicas.

“A tecnologia e os produtos de saúde desempenham um papel decisivo na atenção e no cuidado das pessoas. A nossa indústria oferece novas respostas às necessidades clínicas dos doentes e também aos desafios do sistema de saúde. É essencial garantir o acesso a estes dispositivos para que os profissionais de saúde possam melhorar o diagnóstico e o tratamento dos doentes. Não é possível evoluir para um sistema de saúde do futuro utilizando tecnologias do passado”, explicou Pablo Crespo, Secretário-Geral da Federação, durante um seminário.

Para promover a incorporação de tecnologia de saúde de “qualidade” no SNS, a Fenin propõe, entre outras medidas, a implementação de modelos de contratação pública de tecnologia de saúde baseados no valor, para preservar a qualidade dos cuidados e mudar os processos de cuidados, tornando o sistema de saúde mais eficiente, ou a cultura e planeamento de investimentos para evitar a obsolescência tecnológica nos hospitais e centros de saúde.

A qualidade, e não apenas o preço, deve ser o fator determinante nos contratos públicos para a aquisição de tecnologias de saúde para os serviços de saúde. “A Fenin trabalha com as administrações de saúde para que existam novos modelos de compra em que pelo menos 50% dos critérios de adjudicação estejam ligados ao valor fornecido pelo produto ou serviço. Só uma tecnologia de qualidade garante diagnósticos exactos e tratamentos mais seguros e, por conseguinte, melhores resultados em termos de saúde e maior eficiência do SNS”, afirmou o secretário-geral da Fenin.

“A Fenin propõe o aproveitamento de todo o potencial das tecnologias de saúde de qualidade, bem como as suas propostas para garantir a igualdade de acesso a estas tecnologias por parte dos profissionais e dos doentes.”

 

Incorporar tecnologias de saúde inovadoras e de qualidade, um desafio obrigatório para o SNS
Hospital Duran i Reynals

 

 

Indexação dos contratos e produtos de saúde

Ainda no que respeita aos contratos públicos e aos produtos de saúde incluídos na prestação farmacêutica, solicita-se que possam ser indexados – revisão de preços para cima ou para baixo – ao longo da sua vigência e de acordo com a situação atual em cada momento, de forma a garantir a competitividade de Espanha na prestação da melhor tecnologia de saúde aos doentes. Assim, a Federação propõe a sua indexação ao IPC, tal como já estava contemplado na Lei dos Contratos do Setor Público até 2015.

Também ligado à incorporação da inovação no SNS, o seminário abordou o processo de renovação do stock tecnológico dos hospitais nacionais. Apesar do sucesso do recente Plano INVEAT – que permitiu a renovação e ampliação de cerca de 850 equipamentos de alta tecnologia em todo o país – Espanha continua a apresentar “dados preocupantes de obsolescência em segmentos tecnológicos que não beneficiaram do Plano INVEAT, ultrapassando os limiares máximos de ‘vida’ útil (entre 10 e 12 anos) recomendados pelas organizações internacionais”, segundo a Federação. 

Neste sentido, a Fenin apela a uma estratégia nacional de investimento que cumpra as chamadas “regras de ouro” – ou regra 60-30-10: 60% dos equipamentos disponíveis têm menos de 5 anos, 30% têm entre 5 e 10 anos e não mais de 10% têm mais de 10 anos (o que seria considerado obsoleto). O objetivo final deve ser a obsolescência zero.

 

A Fenin propõe o aproveitamento de todo o potencial das tecnologias de saúde de qualidade, bem como as suas propostas para garantir a igualdade de acesso a estas tecnologias por parte dos profissionais e dos doentes

Clínica Mi NovAliança

 

 

Alterações legislativas

Algumas destas iniciativas devem ser precedidas ou acompanhadas, consoante o caso, de alterações legislativas. 

É o caso, por exemplo, da reforma da Lei sobre Garantias e Utilização Racional de Medicamentos e Produtos de Saúde. Esta é uma das regulamentações sanitárias “matriciais” cujo conteúdo atual – para além do seu nome – está orientado para o sector farmacêutico, mas não para o sector das tecnologias da saúde. 

“Há 18 anos que o catálogo de dispositivos médicos não é atualizado e a inovação tecnológica não pode ser incorporada nos dispositivos médicos dispensados nas farmácias mediante receita médica. Isto significa que estão a ser oferecidos aos doentes espanhóis produtos que já não estão disponíveis em muitos países europeus. É uma boa notícia que o Ministério da Saúde queira empreender esta reforma legislativa, mas é necessário que se materialize num regulamento totalmente diferente do dos medicamentos, uma vez que o nosso sector é muito diferente, do ponto de vista técnico e da natureza dos produtos”, sublinhou finalmente Pablo Crespo.

 



Hospital Universitario de Pilsen

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22Ago

Melhorar o desenvolvimento nas unidades neonatais: abordagens e estratégias inovadoras

22 de Agosto, 2024 tedisel Áreas críticas, Hospitais, Tecnologia hospitalar

As unidades neonatais desempenham um papel vital no tratamento de recém-nascidos e bebés prematuros que necessitam de cuidados especializados nos seus primeiros dias de vida. Para além dos cuidados intensivos, estas unidades prestam também cuidados a bebés saudáveis no Berçário de Recém-Nascidos. Os cuidados neonatais são essenciais em qualquer hospital, pois respondem às necessidades de diagnóstico, terapêutica, cuidados e reabilitação durante o período perinatal e neonatal.

 

O ambiente stressante das Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN)

As unidades de cuidados intensivos neonatais (UCIN) para bebés prematuros são ambientes de elevado stress para todos os envolvidos: os pais, que enfrentam ansiedade e preocupação constantes com a saúde dos seus filhos; os médicos e enfermeiros, que têm de gerir situações críticas e tomar decisões rápidas; e, em particular, os próprios bebés, que estão expostos a múltiplos factores de stress. Estes incluem o ruído constante do equipamento hospitalar, a luz intensa, as intervenções médicas frequentes e a separação precoce das mães. Esta combinação de elementos não só afecta o bem-estar emocional de todos os presentes, como também pode interferir com o desenvolvimento físico e neurológico dos bebés prematuros.

 

Melhorar o desenvolvimento nas unidades neonatais: abordagens e estratégias inovadoras

 

 

A importância de minimizar o stress

O stress pode drenar a energia que os bebés deveriam utilizar para o seu crescimento e desenvolvimento neurológico. Por conseguinte, é fundamental criar um ambiente na UCIN que promova um desenvolvimento saudável e minimize o mais possível os factores de stress.

 

O desafio do ruído na UCIN

O ruído na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais apresenta desafios complexos para os recém-nascidos. Não se trata apenas de proteger os bebés de níveis de ruído excessivos, mas também de lhes proporcionar oportunidades de estimulação sonora positiva, um equilíbrio delicado fundamental para o seu desenvolvimento.

É fundamental determinar quando é que o ruído se torna um problema e onde é traçada a linha entre o ruído prejudicial e os estímulos auditivos saudáveis. Para os bebés prematuros, cuja sensibilidade neurológica é especialmente elevada, os sons excessivos ou inadequados podem ser particularmente prejudiciais, interferindo com o seu desenvolvimento cerebral e causando stress desnecessário. Por outro lado, a ausência total de estímulos auditivos pode resultar num ambiente sem a estimulação necessária para o desenvolvimento sensorial e cognitivo.

Sons controlados e suaves, como a voz dos pais, música suave ou sons da natureza, podem ter efeitos positivos, promovendo a calma e facilitando o desenvolvimento neurológico. A implementação de medidas como a insonorização dos quartos, a utilização de equipamento hospitalar mais silencioso e a formação do pessoal em práticas de redução do ruído são passos cruciais para melhorar o ambiente auditivo na UCIN.

 

O ruído na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais apresenta desafios complexos para os recém-nascidos
Hospital Quirónsalud Córdoba

 

Inovações tecnológicas para um ambiente auditivo ótimo

Além disso, as tecnologias emergentes, como os sistemas de monitorização do som em tempo real e as intervenções auditivas personalizadas, estão a ser exploradas como soluções inovadoras para este problema. Estas ferramentas podem ajudar a criar um ambiente auditivo ótimo, adaptando-se às necessidades específicas de cada bebé e minimizando os efeitos negativos do ruído.

 

 

A importância do equipamento hospitalar na UCI neonatal

Na Tedisel Medical, compreendemos perfeitamente a importância de um equipamento que se adapte eficazmente tanto à conceção do ambiente na sala da UCIN como à melhoria e à racionalização do trabalho. É por isso que as nossas unidades suspensas estão altamente qualificadas para prestar os melhores cuidados e promover o bem-estar dos bebés prematuros, bem como para melhorar a eficiência e a eficácia do pessoal médico. Algumas destas razões são apresentadas em pormenor a seguir:

 

1. Segurança e bem-estar dos bebés prematuros

Os bebés prematuros são extremamente vulneráveis e necessitam de um ambiente cuidadosamente controlado para a sua sobrevivência e desenvolvimento. O equipamento hospitalar correto pode fazer uma grande diferença:

  • Monitorização precisa e contínua: O equipamento avançado de monitorização vital permite uma vigilância contínua e precisa dos sinais vitais dos bebés, o que é crucial para detetar e responder rapidamente a quaisquer alterações do seu estado.
  • Controlo ambiental: A regulação adequada da temperatura, da humidade e dos níveis de luz é essencial. Equipamentos como as incubadoras e os sistemas de controlo ambiental ajudam a criar um ambiente estável que protege os bebés de factores externos adversos.
  • Redução do stress sensorial: A utilização de tecnologias que minimizam o ruído e a vibração pode reduzir o stress nos bebés, o que é fundamental para o seu desenvolvimento neurológico e global.


2. Eficiência e eficácia do pessoal médico

O pessoal médico da UCIN deve ser capaz de realizar o seu trabalho da forma mais eficiente possível, a fim de prestar os melhores cuidados aos bebés. A conceção e a disposição do equipamento hospitalar desempenham um papel crucial neste contexto:

  • Acessibilidade e ergonomia: O equipamento hospitalar deve estar localizado de forma a ser facilmente acessível aos médicos e enfermeiros, permitindo-lhes executar as suas tarefas rapidamente e com menos esforço físico. Isto inclui a disposição dos monitores, ventiladores e outros dispositivos críticos.
  • Fluxo de trabalho optimizado: A conceção de uma sala que facilite a circulação e a comunicação entre o pessoal pode melhorar significativamente o fluxo de trabalho. Isto inclui a colocação estratégica de postos de trabalho, áreas de armazenamento e equipamento hospitalar bem concebido. 

 


Hospital Quirónsalud Marbella

 

3. Melhorar a qualidade dos cuidados

A tecnologia avançada e uma conceção cuidada podem conduzir a melhorias significativas na qualidade dos cuidados prestados:

  • Precisão no tratamento: O equipamento de última geração permite a administração exacta de medicamentos e tratamentos, reduzindo o risco de erros e melhorando os resultados clínicos.
  • Facilitação de procedimentos médicos: As ferramentas e os dispositivos especificamente concebidos para a UCIN podem tornar os procedimentos médicos menos invasivos e mais eficazes, o que é crucial para os bebés frágeis.


4. Apoio emocional para os pais

A conceção do ambiente da UCIN e a disposição do equipamento hospitalar também podem influenciar a experiência dos pais que estão a passar por um momento extremamente difícil:

  • Espaços de interação familiar: As áreas concebidas para que os pais possam interagir em segurança com os seus bebés podem proporcionar um apoio emocional importante. O equipamento que permite o contacto pele a pele (cuidados canguru) e a participação nos cuidados diários é benéfico tanto para os bebés como para os pais.
  • Comunicação e educação: A tecnologia que facilita a comunicação entre o pessoal médico e os pais, bem como as ferramentas educativas sobre os cuidados a ter com os seus bebés, pode dar aos pais a possibilidade de se sentirem mais fortes e reduzir a sua ansiedade.

 

 

“Na Tedisel Medical dedicamo-nos a fornecer soluções completas em termos de equipamento hospitalar e da sua disposição na UCI neonatal. Reconhecemos que isto é crucial não só para os cuidados directos dos bebés prematuros, mas também para otimizar o trabalho do pessoal médico e dar apoio emocional às famílias.“

 

Um ambiente bem concebido e equipado pode ter um impacto significativo nos resultados clínicos e na experiência geral da UCIN. Através de uma combinação constante de investigação, tecnologia e melhores práticas, procuramos criar um ambiente que não só minimize o ruído prejudicial, como também proporcione estímulos sonoros positivos necessários para o crescimento e desenvolvimento saudáveis destes pacientes vulneráveis.

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06Ago

A humanização e as consequências do ruído ambiental no ambiente hospitalar: um desafio vital

6 de Agosto, 2024 tedisel Áreas críticas, Hospitais, Tecnologia hospitalar

No ambiente hospitalar, especialmente nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), o ruído não é apenas um incómodo, mas um fator crítico que afecta a saúde e o bem-estar dos doentes. A gravidade das condições dos doentes internados nestas áreas exige medidas mais rigorosas de controlo deste elemento, cujo impacto é frequentemente subestimado. O ruído pode agravar significativamente o estado dos doentes em estado crítico, o que sublinha a urgência de abordar este problema de forma eficaz para garantir cuidados óptimos em situações sensíveis.

O ruído em ambientes hospitalares pode ter consequências físicas e psicológicas adversas para a saúde dos indivíduos. Desde perturbações do sono e desmotivação até à diminuição do desempenho e dificuldades de comunicação, os seus efeitos são variados e prejudiciais. Além disso, o ruído pode desencadear respostas fisiológicas de stress, como o aumento da pressão arterial e do ritmo cardíaco, bem como alterações nos níveis hormonais, como a noradrenalina, a adrenalina e o cortisol, que afectam negativamente a saúde geral dos doentes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca os efeitos adversos do ruído sobre a audição e o sono, afirmando que este não deve ultrapassar os 30 decibéis (dB) para garantir uma boa noite de descanso e evitar interferências nas funções fisiológicas e na saúde mental. No caso dos hospitais, especialmente em áreas críticas como as UTIs, recomenda-se manter a faixa de decibéis entre 30 e 40 dB para proteger a saúde dos pacientes.

Para enfrentar este desafio, é crucial a implementação de ferramentas que meçam, monitorizem e giram o ruído ambiental nas UCI. Além disso, as estratégias baseadas no ritmo circadiano, como a regulação da iluminação e o estabelecimento de rotinas diárias claras através de relógios e calendários, podem melhorar a experiência dos doentes na UCI. Ajustes nas visitas familiares, especialmente durante estadias prolongadas ou momentos críticos, também podem fornecer apoio emocional adicional que contribui para o bem-estar dos pacientes.

 

O ruído em ambientes hospitalares pode ter consequências físicas e psicológicas adversas para a saúde dos indivíduos

 

 

Projectos relacionados

Um exemplo notável de inovação neste domínio é o projeto Smart ICU do Hospital Vall de Hebron, que transformou os cuidados intensivos através de tecnologias avançadas e da gestão inteligente de dados. Esta iniciativa, pioneira em Espanha, permite a monitorização contínua e em tempo real dos pacientes, melhorando a qualidade dos cuidados e facilitando a investigação médica.

Outro projeto inovador que procura humanizar a UCI é a iniciativa “Um desejo concedido” do Hospital Quirónsalud Córdoba, que dá aos doentes a oportunidade de receber um presente personalizado durante a sua estadia na unidade, proporcionando um estímulo adicional no seu processo de recuperação e ligação com o mundo exterior.

 

 

Qualidade do ar e temperatura: elementos-chave no ambiente hospitalar

A gestão do ar nestas áreas hospitalares é altamente especializada em comparação com outros sectores hospitalares. Para além de cumprir as normas gerais de recuperação de energia para evitar o desperdício de energia, é necessário um nível de filtragem excecionalmente elevado dentro dos cubículos, atingindo a Classe I. Isto implica a utilização de até três níveis de filtragem consecutivos, sendo o último um filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air). O caudal de ar renovado deve atingir 30 metros cúbicos por hora por metro quadrado, garantindo que o ar na sala é renovado cerca de 10 vezes por hora.

A temperatura é mantida dentro de um intervalo estreito, geralmente entre 22º e 24º Celsius, com uma humidade relativa controlada entre 44% e 55%. Para atingir este nível de controlo, é necessário um controlo climático preciso, de modo a corresponder tanto às condições exteriores como às necessidades energéticas do sistema. Este controlo é conseguido através de unidades de ar condicionado localizadas no telhado do edifício. 

Estas unidades de grandes dimensões, mas relativamente leves, representam um avanço significativo na melhoria dos cuidados nas unidades de cuidados intensivos. Equipadas com sistemas de humidificação interna que mantêm a humidade do ar a níveis óptimos e constantes, representam uma inovação que tem um impacto direto no bem-estar físico, emocional e psicológico dos doentes durante os momentos difíceis das suas vidas.

Por outro lado, o Hospital Bellvitge implementou uma transformação significativa na sua UCI, utilizando tecnologia multi-sensorial para melhorar o bem-estar físico e emocional dos pacientes críticos. Ao incorporar elementos como luzes, projecções, sons e vibrações, este centro médico redesenhou os 64 cubículos da sua UCI. O principal objetivo é promover a reabilitação funcional e cognitiva dos pacientes críticos, oferecendo-lhes experiências imersivas adaptadas às suas necessidades individuais, como a recriação de ambientes naturais, ambientes noturnos calmos ou a exibição de fotografias pessoais para gerar um ambiente mais confortável e acolhedor.

 

 

 

Humanização na UCI

Um projeto recente na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) reconhece a importância de abordar as necessidades emocionais e psicológicas dos doentes em estado crítico. Embora este ambiente médico tenha sido concebido para lidar com situações complexas, é crucial recordar que cada doente é um indivíduo com emoções únicas.

“O estado de vulnerabilidade em que se encontram pode levar a perturbações emocionais significativas. Por conseguinte, é essencial que a equipa de profissionais da UCI não se concentre apenas nos aspectos físicos dos cuidados, mas tenha também em conta o bem-estar emocional e psicológico dos doentes.“

 

Como salienta o Dr. Melcior Martínez, diretor da UCI do Hospital Quirónsalud Badalona, esta assistência integral é essencial para prestar cuidados de qualidade e promover a recuperação satisfatória dos pacientes.

Estas iniciativas, juntamente com outras medidas destinadas a humanizar a experiência na UCI, são fundamentais para promover uma recuperação mais rápida e bem sucedida. Ao dar ênfase às necessidades individuais de cada doente e ao proporcionar um ambiente hospitalar mais calmo e acolhedor.

 

É por isso que na Tedisel Medical estamos empenhados em oferecer as melhores soluções para as UCI, como os nossos sistemas suspensos que foram implementados com sucesso em numerosas unidades, procurando a otimização e a ergonomia tão necessárias nestes espaços cruciais para a saúde.

 


Hospital Universitario de Pilsen

 

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